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TIC’S E A EDUCAÇÃO

O último dia de atividades do 5º Seminário de Inclusão Digital contou com palestras, mesas redondas, oficinas e muito aprendizado. A Prof. Dr. Daniela Melaré Vieria Barros falou sobre a importância dos estilos de aprendizagem na cultura digital.

Sua fala é bastante contundente e deixa explícita a necessidade de inserção do educador nas atuais tecnologias, para que possa haver uma ligação mais estreita entre eles e seus educandos. “Falamos muito em interação, mas na educação a interação é limitada, e não precisa ser assim. A tecnologia já está dentro das salas de aula, o que são reforçadas são suas tentativas de adaptação”, ressalta a professora.

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Daniela explica que muitos professores entendem a tecnologia como uma forma de avaliação geral, mas eles enganam-se, pois é possível fazer avaliações individuais sabendo utilizar ferramentas adequadas. É preciso entender o que é adaptação e o que é adaptabilidade.

Em sua fala, a professora destaca a importância da internet por conta dos estilos de aprendizagem, e apresenta 4 exemplos: estilo ativo, reflexivo, teórico e pragmático. Estes estilos, segundo ela, potencializam a forma de aprendizagem das pessoas, não apenas de alunos. “As pessoas aprendem de formas diferentes, e cada um tem seu potencial na forma online e na forma presencial”.

O 5º Seminário de Inclusão Digital encerra-se na noite de hoje, mas os aprendizados por ele repassados não acabam, muito pelo contrário apenas firmam-se ou desenvolvem-se dentro das salas de aula.

Monalise Canalle – Senid 2018

SENID TAMBÉM É CONEXÃO ENTRE ÁREAS

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Foto: Gabriela Nardi

Em meio a tantas oficinas, mesas redondas e worshops sobre o digital e o tecnológico, o Senid abriu espaço para oficinas que dialogam com outras áreas da educação, afinal, o tema desta quinta edição é “Cultura Digitais e a Educação”. Uma dessas oficinas aconteceu na Brinquedoteca, espaço cedido ao Senid durante o evento para a realização de oficinas e para espaço de jogos.

“Jogos cooperativos e não tecnológicos de criatividade – o professor e a criança interior”, que foi coordenada pela professora da Faculdade de Educação e coordenadora da Brinquedoteca, Rosana Farenzena, aconteceu na tarde de hoje (07/05) e se repete na quarta-feira (09/05).

Para a professora, a possibilidade da criação desta oficina, passa a “sensação de inclusão e conexão, porque a Universidade é o espaço ideal para isso”. Com a ajuda da estagiária, de bolsistas e também de aluno voluntário, a professora organizou diversos jogos cooperativos e, como ressaltado por ela, não competitivos, em que é preciso pensar de forma lógica e criativa. O objetivo é estimular a capacidade de lidar com a frustração.

Um dos participantes da oficina, o doutorando em Informática e Educação da UFRGS, Lucas Mizusaki, está participando pela primeira vez do Senid. Ao ser questionado sobre o interesse nesta oficina, Lucas comentou que a participação foi uma forma de buscar ensinar por vias alternativas. “Hoje em dia tudo é Lego e o material usado para fazer o que estamos fazendo aqui é incrível”. Durante a prática foram usados diversos materiais de madeira para criar esculturas e também papel para autorretrato.


Fotos: Gabriela Nardi

Gabriela Nardi para SENID 2018

368 HORAS DE MUITO CONHECIMENTO E DIVERSÃO

Iniciou hoje pela manhã o 5º Seminário Nacional de Inclusão digital, o SENID 2018.  O evento reúne uma programação bem diferenciada com mesas redondas, oficinas, workshops, apresentações de artigos, conferências, dentre muitas outras coisas. O coordenador do evento Adriano Teixeira explica que o evento, destinado a discutir as questões tecnológicas do mundo, iniciou em 2011 e este ano a temática abordada é a Cultura Digital na Educação.

 Ao todo conta com 35 organizadores e colaboradores empenhados para as quase 400 horas de atividades. “É um evento científico que tem um caráter um pouco diferente, ele é voltado a pesquisadores, mas também a professores”, ressalta o professor.

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Suziane Almeida Toffoli e Juliano, são representantes do Núcleo de Tecnologia Educacional – NTE do município de Gravataí, e comentam que sempre participaram do Senid.  Nesta edição estão desenvolvendo oficinas, bem como, relatos de experiência, para eles o Senid é um espaço de aprendizagem, atualização e possibilita apresentar o que cada NTE desenvolve, pois são 30 em todo o estado e cada um tem sua especialidade de acordo com a região.

Gilmar Griep, também é representante do NTE, mas do município de Rio Grande, e enfatiza que a convivência com a comunidade, a aprendizagem, a atualização do conhecimento tecnológico e dos aplicativos, faz com que o Senid seja um evento muito significativo.

Leila da Silveira, representa o NTE de Carazinho. Para ela o principal objetivo de sua participação é sanar a necessidade de adaptação das novas tecnologias por conta dos educadores. “É preciso uma aproximação maior destas novas tecnologias, pois os alunos estão cada vez mais inseridos e utilizam estes recursos sempre”.

Alcione da Silva Ethu é assessora em tecnologia educacional da Secretaria de Educação do Governo do Estado, além disto é ela quem coordena todos os Núcleos de Tecnologia Educacional. Alcione vê o Senid como uma oportunidade de atualização e uma chance de expor os trabalhos desenvolvidos por todos os núcleos, além disto é um ótimo lugar para estar a par das inovações tecnológicas da área de educação.

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Monalise Canalle para SENID 2018