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“Toda a informação deve ser livre!”

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Na cultura hacker, a preocupação com o compartilhamento de informações é o que move cada atitude na rede. Analisar, criticar, compartilhar e criar informações é essencial para que a educação assuma o formato esperado diante de um cenário imerso em tecnologia e plataformas digitais.
O pensamento do Prof. Dr. Mario Pireddu, da Universidade de Milão – Itália, responsável pela palestra de encerramento do Senid – Hacking Education, vai de encontro a essa ideia e propõe um acréscimo: “É possível reformular as instituições de ensino para que elas modifiquem a realidade.”, comentou. Mas, antes disso, ele avisa: “Para mudar alguma coisa é preciso construir um novo modelo que torne o modelo anterior obsoleto”.
Os caminhos que o digital está tomando ainda não está bem traçado. O certo é que é um caminho de colaboração e que visa a educação, o conhecimento e a informação disseminada por todo o mundo. Para Mario, é isso que importa: “Não há resposta fáceis, mas podemos ser gratos pelas questões que esse ambiente estimula”.

Uma sala de investigação

 Foto: Carol Domingos

Unir professores e alunos em torno da tecnologia não é tarefa fácil, exige conhecimento das ferramentas e interesse de todas as partes. No Senid, essas partes caminham lado a lado.

Entre oficinas e palestras, o Senid conta também com a Sala de aula Hacker, uma sala de exposição de tecnologias aplicáveis à educação. A sala é coordenada pela professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – IFRS, Taise Telles e tem como objetivo principal mostrar as tecnologias educacionais disponíveis para alunos e professores.

Dentre as diversas ferramentas expostas, há um espaço destinado a tecnologias assistidas, ou seja, desenvolvidas para alunos que possuem algum tipo de deficiência, como a calculadora por voz, impressora em braile, lupa eletrônica – destinada a deficientes visuais – e teclado colmeia, que permite apertar as teclas apenas uma vez.  Além disso, há, também, uma lousa digital, laptops utilizados por estudantes do ensino fundamental e tablets, destinados para alunos do ensino médio. Estes equipamentos são fornecidos pelo governo, quando solicitado pelo município.

Segundo a professora, a sala de aula hacker é um exemplo da importância da tecnologia na educação que veio parta facilitar o processo de aprendizagem, tornando-o muito mais amplo. Para ela é também uma grande oportunidade para que os professores conheçam um pouco mais dos recursos que têm à disposição. “Hoje a gente percebe que os alunos estão muito mais aptos a aprender esses recursos tecnológicos muito rapidamente, muito facilmente e os professores ainda estão começando a se familiarizar. Acredito que esse espaço vem para facilitar e auxiliar no convívio dos professores com essas tecnologia,” comenta Taise.

Todas as tecnologias disponíveis na Sala de aula Hacker são emprestadas pelo Núcleo Tecnológico Educacional de Passo Fundo, o NTE. A partir desta tarde, também estarão expondo na sala o grupo de Robótica da Universidade de Passo Fundo e a Atos Brinquedos.