Por uma linguagem jovem!

tania

Intensidade. Essa é a palavra de Tania Rösing. Com ela, não há um meio termo, um talvez ou um quem sabe. É sim ou não. Decidida, a professora, que está a frente da Jornada Nacional de Literatura desde o seu início, traz, na sua fala, a vontade e a motivação para mergulhar no novo formato que a educação, aos poucos, assume. E ela convida quem a ouve a saltar junto. Na segunda noite do Senid, com a palestra “Salvem os hackers!” ela questionou a plateia: “Estamos certos do que é ser hacker?”.

Ela está. A sua fala cheia de avidez, abordou a inclusão digital e as novas plataformas tecnológicas como o presente e futuro da educação e destacou, ainda, que tais plataformas serão responsáveis por mudanças drásticas na educação. Assim como, décadas atrás, a escola se voltou para o livro impresso; amanhã a escola se voltará para a tela. E é assim que tem que ser. É preciso, segundo Tania, migrar para uma educação centrada no aluno e no compartilhamento de informação. “Estamos diante de um apelo por uma cultura hacker também na educação!”, enfatizou ela ao falar da importância da universalidade nas salas de aula.

Tania, ligada diretamente com a literatura, não vê o computador como inimigo da leitura, pelo contrário: “As tecnologias digitais trazem quantidade e qualidade de leitura. Basta aproveitar. As informações só podem ser úteis quando assimiladas sem pressa” colocou. Ao finalizar a fala, Tania avisou: “a internet é a obra-prima do hacker e o movimento não ficará restrito à arena tecnológica.”

Escolas, universidades, salas de aula: preparem-se! Se depender de Tania, a cultura hacker está chegando. Melhor assim.

 

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