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Quer ser um hacker?

IMG_2275Fácil! Agora existe uma escola!

O projeto que ganhou o nome de “Escola de Hackers“, vai ensinar crianças das escolas públicas do município sobre os fundamentos da programação de computadores. As aulas serão acessíveis a idade dos alunos, pois devem se basear no programa Scratch, desenvolvido para trabalhar, justamente, com crianças.

Além de ensinar os fundamentos da programação, ou seja, ensinar o jovem a ser um hacker, o projeto procura desenvolver na criança o raciocínio lógico, entre outras capacidades individuais, como criatividade, capacidade de resolução de problemas e trabalho coletivo. “Claro que não temos a intenção de criar programadores, pessoas aptas a trabalhar em uma empresa. Queremos desenvolver nessa gurizada algumas competências”, explica o professor Adriano Teixeira.

O projeto iniciou internamente, com o Grupo de Pesquisa de Inclusão Digital (Gepid), e deu certo. Tanto, que se expandiu e foi abraçado pela prefeitura de Passo Fundo, pela Universidade de Passo Fundo, pela Faculdade Meridional (Imed) e pelo Instituto Ferderal Sul-Rio-Grandense.

Ouça o que o coordenador do Senid diz sobre O projeto Escola Hacker: Entrevista Adriano Canabarro Teixeira

O desafio é programar

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Foto: Camila Guedes

Esqueça os grandes robôs, super futuristas e com a forma do ser humano. Aqui, a robótica é simples, bem mais simples. Durante o Senid, a grande questão é como aproximar a tecnologia da educação e uma das formas encontradas pelo professor Marco Antônio Trentin e seu grupo de estudos foi a robótica. Na manhã desta terça-feira, os estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Passo Fundo participaram da Final da 1ª Olimpíada de Robótica Educativa Livre.

De acordo com o professor, a Olimpíada foi pensada no ano passado com o intuito de se tornar um projeto de extensão. O principal objetivo do projeto é convencer as escolas, principalmente os professores, de que hoje a robótica não é mais algo distante, difícil. “A gente vê que as escolas particulares já estão recebendo kits, já estão comprando, principalmente em função da facilidade que elas têm. Nas escolas públicas a gente sabe que é um pouco mais complicado. A gente quis mostrar hoje, que não é algo difícil, nem caro”, comenta.

Divididos em equipes, os alunos receberam os carrinhos, ou dispositivos robóticos, e encararam o desafio de programá-los. “O mundo anda, a gente está no século 21 e a gente vê que a tecnologia permeia todas as áreas e isso sim, pode trazer benefícios para a educação. Talvez o aluno se interesse mais pela física, pela matemática, por exemplo, ou use melhor o português para argumentar enquanto faz os desafios de robótica lá na escola”, explica o professor. Outro desejo de Marco é que a experiência sirva como uma forma de os alunos se interessarem também pela carreira nas áreas exatas. “Não necessariamente robótica, mas hoje em dia, por trás dos aparatos tecnológicos tem computadores, no caso esses robôs, que precisam ser programados. Um forno de micro-ondas não é muito diferente que esses robôs, ele tem um motor que gira o prato, um cronômetro, um sensor de temperatura, coisas do gênero. E a economia precisa de profissionais dessa área, seja computação, informática, engenharias, física, matemática. Essa é a ideia”, conclui.

“Toda a informação deve ser livre!”

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Na cultura hacker, a preocupação com o compartilhamento de informações é o que move cada atitude na rede. Analisar, criticar, compartilhar e criar informações é essencial para que a educação assuma o formato esperado diante de um cenário imerso em tecnologia e plataformas digitais.
O pensamento do Prof. Dr. Mario Pireddu, da Universidade de Milão – Itália, responsável pela palestra de encerramento do Senid – Hacking Education, vai de encontro a essa ideia e propõe um acréscimo: “É possível reformular as instituições de ensino para que elas modifiquem a realidade.”, comentou. Mas, antes disso, ele avisa: “Para mudar alguma coisa é preciso construir um novo modelo que torne o modelo anterior obsoleto”.
Os caminhos que o digital está tomando ainda não está bem traçado. O certo é que é um caminho de colaboração e que visa a educação, o conhecimento e a informação disseminada por todo o mundo. Para Mario, é isso que importa: “Não há resposta fáceis, mas podemos ser gratos pelas questões que esse ambiente estimula”.

Hackear a educação “brincando”

Foto: Arthur Ferraz

O kit de educação estrutural tem aplicações para a área matemática, científica e tecnológica, com a parte de robótica livre, e, é isso o que encanta quem bota os olhos nele.
“O nosso publico alvo está em escolas publicas e particulares, mas as particulares só comprarão quando as publicas também fizerem isso, porque se sentirão atrasadas,“ conta Douglas Sullis da Costa, que representou a Atto Brinquedos no Senid.
O kit tem aplicação diária, ajudando crianças e adolescentes a colocar em prática o que aprendem “brincando” na escola com a ajuda dessa ferramenta. “Eu pretendo abrir uma escola, queria que isso aqui engrenasse e agora abriremos uma escolinha de robótica em Florianópolis. Tenho vontade de fazer uma escola diferente, que fosse paga, mas voltada para a classe C. Queremos um mundo melhor na área educacional.”

Invadir para proteger

Na tarde de terça-feira, aconteceu  Hack Day, uma oficina, ministrada pelo professor Luiz Kenobi. Os alunos participantes tiveram a oportunidade de aprender a invadir um servidor, com o objetivo de saber quando estão sendo invadidos, podendo assim proteger melhor o site de seus clientes. Confira mais informações no vídeo abaixo:

Por redes e informações livres

DSC_0143Robôs, sites e como hackear a informação. Esses são os pedidos mais frequentes que Clean Rodrigo Costa ouve de seus alunos. Ele é Monitor no Centro Marista
de Inclusão Digital, de Santa Maria- RS e viajou até o Senid para encontrar pessoas dispostas a pensar em soluções e maneiras de tocar o seu projeto que deu nome à oficina
relâmpago do Seminário: Redes Livres.

“Eu sabia que aqui eu resolveria os problemas que encontro no projeto ou saíria com ideias para outras iniciativas”, conta Clean. O objetivo das Redes Livres é poder mostrar para
as pessoas que é possível aprender cada vez mais e que o único limite para aprender é imposto pela curiosidade. O monitor aprendeu sobre programação e linguagens junto com o seu professor, há seis anos.
Hoje, Clean saiu de sua oficina no Senid com uma solução para o único problema encontrado: o sinal da rede.

Redes livre Clean Costa

Por uma linguagem jovem!

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Intensidade. Essa é a palavra de Tania Rösing. Com ela, não há um meio termo, um talvez ou um quem sabe. É sim ou não. Decidida, a professora, que está a frente da Jornada Nacional de Literatura desde o seu início, traz, na sua fala, a vontade e a motivação para mergulhar no novo formato que a educação, aos poucos, assume. E ela convida quem a ouve a saltar junto. Na segunda noite do Senid, com a palestra “Salvem os hackers!” ela questionou a plateia: “Estamos certos do que é ser hacker?”.

Ela está. A sua fala cheia de avidez, abordou a inclusão digital e as novas plataformas tecnológicas como o presente e futuro da educação e destacou, ainda, que tais plataformas serão responsáveis por mudanças drásticas na educação. Assim como, décadas atrás, a escola se voltou para o livro impresso; amanhã a escola se voltará para a tela. E é assim que tem que ser. É preciso, segundo Tania, migrar para uma educação centrada no aluno e no compartilhamento de informação. “Estamos diante de um apelo por uma cultura hacker também na educação!”, enfatizou ela ao falar da importância da universalidade nas salas de aula.

Tania, ligada diretamente com a literatura, não vê o computador como inimigo da leitura, pelo contrário: “As tecnologias digitais trazem quantidade e qualidade de leitura. Basta aproveitar. As informações só podem ser úteis quando assimiladas sem pressa” colocou. Ao finalizar a fala, Tania avisou: “a internet é a obra-prima do hacker e o movimento não ficará restrito à arena tecnológica.”

Escolas, universidades, salas de aula: preparem-se! Se depender de Tania, a cultura hacker está chegando. Melhor assim.

 

Robótica Educacional Livre

Foto: Camila Guedes

Oficinas e exposição de robótica livre e metareciclagem acontecem durante o evento

Durante os três dias do Senid acontece no hall do prédio B5, da Universidade de Passo Fundo, as oficinas de Robótica Educacional Livre. O Polo Marista de Formação Tecnológica de Porto Alegre e o Centro Marista de Inclusão Digital de Santa Maria – CMID – são os responsáveis pela ala de robótica livre e da mostra dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos.

Segundo Eloir Rockenbach, que trabalha junto à gerência social marista e coordena o polo de Porto Alegre, os trabalhos são desenvolvidos seguindo alguns princípios, como o cuidado ambiental, o valor agregado a cada peça, apropriação do conhecimento tecnológico e criatividade. “A metareciclagem, por exemplo, desenvolve tecnologias de inovação através de lixo eletrônico, ou seja, o material que se torna obsoleto para a sociedade, vira matéria-prima para o desenvolvimento de projetos”, garante Eloir.

Foto: Camila Guedes

Juliano Machado, aluno do Polo Marista, desenvolveu um Piano, através do projeto Alquimia, no qual a Receita Federal de Porto Alegre doa à instituição máquinas caça níquel para que as peças sejam reaproveitadas. “Dessa forma, nós damos outro destino às máquinas, de algo lucrativo para algo educativo”, afirma Juliano.

Além disso, a equipe conta com uma impressora 3D, fabricada na capital. A máquina é utilizada caso falte alguma peça para a conclusão das criações dos estudantes. “É necessário uma adaptação das ferramentas a nós, e não o contrário”, conclui o coordenador.

Segunda noite de palestras Senid

O grupo tradicionalista Tropeiros da Cultura realizou a abertura da segunda noite de palestras do Senid 2013, que contou com a presença dos palestrantes professor Mestre Alexandre Oliva, da Fundação Software Livre América Latina e da professora da Universidade de Passo Fundo, Dra. Tania Rosing.