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TIC’S E A EDUCAÇÃO

O último dia de atividades do 5º Seminário de Inclusão Digital contou com palestras, mesas redondas, oficinas e muito aprendizado. A Prof. Dr. Daniela Melaré Vieria Barros falou sobre a importância dos estilos de aprendizagem na cultura digital.

Sua fala é bastante contundente e deixa explícita a necessidade de inserção do educador nas atuais tecnologias, para que possa haver uma ligação mais estreita entre eles e seus educandos. “Falamos muito em interação, mas na educação a interação é limitada, e não precisa ser assim. A tecnologia já está dentro das salas de aula, o que são reforçadas são suas tentativas de adaptação”, ressalta a professora.

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Daniela explica que muitos professores entendem a tecnologia como uma forma de avaliação geral, mas eles enganam-se, pois é possível fazer avaliações individuais sabendo utilizar ferramentas adequadas. É preciso entender o que é adaptação e o que é adaptabilidade.

Em sua fala, a professora destaca a importância da internet por conta dos estilos de aprendizagem, e apresenta 4 exemplos: estilo ativo, reflexivo, teórico e pragmático. Estes estilos, segundo ela, potencializam a forma de aprendizagem das pessoas, não apenas de alunos. “As pessoas aprendem de formas diferentes, e cada um tem seu potencial na forma online e na forma presencial”.

O 5º Seminário de Inclusão Digital encerra-se na noite de hoje, mas os aprendizados por ele repassados não acabam, muito pelo contrário apenas firmam-se ou desenvolvem-se dentro das salas de aula.

Monalise Canalle – Senid 2018

UMA VIAGEM EM POUCOS METROS QUADRADOS

Viajar sem sair da sua sala de aula, já imaginou? Com a Realidade Virtual, você pode e com um custo muito baixo! A oficina realizada no 5º Senid tratou deste assunto e mostrou que é possível você ensinar sem precisar de muitos recursos, apenas com a tecnologia e um óculos que te permite ver em 360º e em perspectivas diferentes.

A professora Marie Jane Carvalho foi quem ministrou a oficina, para ela sair do livro didático, das imagens planas e das informações apenas escritas é fundamental. “Imagine um corpo humano. Agora imagine você podendo girar ele e ver todos os músculos, ossos e órgãos em 3D. Você consegue ter uma noção muito mais precisa e guarda as informações por conta da experiência”, destaca.

A oficina consistiu, inicialmente, na montagem dos óculos que permite ver a realidade virtual (este óculos você encontra na base de R$20,00 em sites de compras), posterior a isto foi necessário que os participantes baixassem alguns aplicativos como: Google CardBoard, Expedições e Street View.

João Martins é professor municipal e também representa o Núcleo de Tecnologias Municipais – NTM, ele foi um dos participantes da oficina e comenta que a experiência é extremamente interessante para a aplicação em sala de aula. Assim como outros participantes ele ressalta a necessidade do educador estar imerso nestas novas tecnologias, afinal não tem muito custo e você pode construir. Cada aula você pode trabalhar coisas diferentes, pois quase todos, se não todos, os alunos tem um celular.

Monalise Canalle – Senid 2018

POR TRÁS DO SENID

Para você que acha que o Senid é um evento simples de organizar, temos uma informação bem pertinente! Ele está sendo pensado há 1 ano e meio pelos coordenadores, organizadores e colaboradores. Ao todo a equipe é formada por 35 pessoas e conta com quase 400 horas de atividades.

O professor e coordenador Marco Trentin comenta que o Senid acolhe pessoas das mais diversas regiões, tais como, norte e nordeste, além disto, é um filtro para assuntos pertinentes, no caso da 5ª edições, a Cultura Digital na Educação. O Trentin salienta que ao longo de toda programação existem diversos formatos de troca de experiências e conteúdo, como por exemplo, a apresentação de artigos científicos. “Nós recebemos cerca de 300 trabalhos científicos e selecionamos cerca de 40% deste número”, destaca.

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Crislaine Pergher é coordenadora de salas, é ela que organiza e orienta os participantes onde devem ir. “O Senid está sendo uma experiência muito boa, pela manhã temos mais relatos de experiências, são relatos inovadores e que acrescentam muito em nossa carreira”, ressalta Crislaine que participa pela primeira vez do evento. Sua expectativa é que este último dia seja muito produtivo e feche o evento com chave de ouro.

Caroline Chizzoni destaca que como organizadora do evento é muito gratificante quando alguém sai feliz, elogiando e encantado com o que viu e ouviu. Ela considera a experiência maravilhosa e muito engrandecedora, afinal, foi 1 ano e meio de preparação.

As atividades do 5º Seminário de Inclusão Digital terminam na noite de hoje (09). O encerramento está marcado para às 17:30h no auditório da Faculdade de Educação  – FAED/UPF.

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Monalise Canalle para Senid 2018

GINCANA VIRTUAL SÓ PODIA SER NO #Senid2018

Você já ouviu falar de uma gincana virtual? Esta foi uma das oficinas que o 5º Senid contemplou nesta manhã (09), no último dia do evento. A professora Rosangela Silveira Garcia explicou para os participantes sobre a importância de fazer atividades diferenciadas em sala de aula. “As aulas não precisam ser apenas presenciais, no modo tradicional, podem ser distintas, com atividades que atraiam os alunos”.

Atividades como a Gincana virtual promovem a interação entre alunos e professores, fazem parte de uma criação de atividade pedagógica e auxiliam na produção das tarefas e organização. A questão lúdica também está presente conforme o modo de ensino, como nesta gincana, em que foi utilizado o Facebook. “É um grande atrativo, os alunos vão ter que ajudar a resolver os conflitos que surgem entre os grupos, vão ter que aprender a escutar o colega e vão ser cobrados pela sua participação mais ativa”, relata a professora.

“Hoje nós trouxemos a gincana virtual pelo Facebook, mas pode-se usar um grupo no whatsapp, o google drive, um grupo do google, até espaços que já são feitos para as escolas”. Rosangela ainda destacou que a gincana pode ser tanto para professores que tem alunos a distância, como pode ser desenvolvida em paralelo a sala de aula.

A gincana não tem apenas atividades teóricas, mas também atividades práticas, atividades que exigem competências de atitude, como de liderança, de organização, e muitas outras coisas que são importantes os alunos desenvolverem e com as atividades mais atrativas fica mais fácil de desenvolver.

Eloisa Barbosa para SENID 2018

MUNDO GEEK E EDUCAÇÃO

Já pensou em unir o mundo Geek e a sala de aula? O SENID deste ano tem o objetivo de fazer com que professores e alunos reflitam a possibilidade da inclusão da Cultura Digital em sala de aula. Na Brinquedoteca, localizada na Faculdade de Educação – FAED – Prédio D3, da Universidade de Passo Fundo, rolou diversas oficinas e workshops sobre o mundo geek e a cultura digital.

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Gabriele Lima, representante da Federação Galáctica Passo Fundo e da loja Radioativa, explica que a proposta trazidas pelo grupo é principalmente voltada aos professores, para que os mesmos entendam este universo, e o levem para dentro de sala de aula, afinal “hoje todo mundo vive este universo geek, de alguma forma”, destaca Gabriele.

“Hoje todo mundo vive este universo geek, de alguma forma”, destaca Gabriele.

“A nossa proposta consiste em distribuir frases de séries da Netflix aos professores; estas frases servirão para uma futura reflexão feita em sala de aula, unindo estes dois ambientes”, comenta.

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A professora e organizadora do evento Maria Augusta D’Arienzo, dá ênfase aos colaboradores do evento, mais voltados ao Workshop de Cultura Digital e Mundo Geek, são eles:  livraria A Toca, loja Radioativa, Federação Galáctica Passo Fundo e a galera do Anime Tchê.

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A professora destaca que atualmente há uma distância entre alunos e professores, pois os adolescentes estão muito envolvidos neste universo e os professores estão um tanto longe. “O objetivo aqui, é fazer com que todos sintam-se unidos, afinal é benéfico para a criatividade, para habilidades. Existem muitos métodos antigos e queremos e precisamos modernizá-los”.

Monalise Canalle para SENID 2018

Entrei na onda!

Presentes e conectados, os participantes no 3º Seminário Nacional de Inclusão Digital (Senid), entraram na onda e tiraram suas selfies.

Dá uma conferida!

 

Quer ser um hacker?

IMG_2275Fácil! Agora existe uma escola!

O projeto que ganhou o nome de “Escola de Hackers“, vai ensinar crianças das escolas públicas do município sobre os fundamentos da programação de computadores. As aulas serão acessíveis a idade dos alunos, pois devem se basear no programa Scratch, desenvolvido para trabalhar, justamente, com crianças.

Além de ensinar os fundamentos da programação, ou seja, ensinar o jovem a ser um hacker, o projeto procura desenvolver na criança o raciocínio lógico, entre outras capacidades individuais, como criatividade, capacidade de resolução de problemas e trabalho coletivo. “Claro que não temos a intenção de criar programadores, pessoas aptas a trabalhar em uma empresa. Queremos desenvolver nessa gurizada algumas competências”, explica o professor Adriano Teixeira.

O projeto iniciou internamente, com o Grupo de Pesquisa de Inclusão Digital (Gepid), e deu certo. Tanto, que se expandiu e foi abraçado pela prefeitura de Passo Fundo, pela Universidade de Passo Fundo, pela Faculdade Meridional (Imed) e pelo Instituto Ferderal Sul-Rio-Grandense.

Ouça o que o coordenador do Senid diz sobre O projeto Escola Hacker: Entrevista Adriano Canabarro Teixeira

10 anos de Inclusão digital

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No entardecer do segundo dia do Senid, o momento foi de olhar para dez anos atrás. Em 2004, num contexto bem diferente do atual, surgem as primeiras iniciativas de implementar ações de Inclusão Digital. Hoje, em 2014, o Mutirão pela Inclusão Digital completa dez anos de um intenso trabalho de alunos e professores.

O Professor Adriano Canabarro Teixeira comenta a importância do Mutirão para a transformação social. “Há dez anos, as escolas não tinham acesso a tecnologia e precisavam se deslocar até a universidade para que os alunos pudessem mexer nos computadores. A medida que, via políticas públicas, as escolas tinham acesso a tecnologia, verificamos que existiam outros espaços e possibilidades que poderíamos assumir”, conta.

O principal objetivo do projeto é que os cidadãos possam se apropriar da tecnologia e que esta possa fazer parte da vida deles. Para que isso aconteça, no entanto, são necessárias oficinas, ações de capacitação e eventos que sejam capazes de transformar as ferramentas tecnológicas em oportunidades de troca de experiências.

Todas as ações que o Mutirão desenvolve, desde oficinas para crianças, ensino de Robótica até a realização do próprio Seminário de Inclusão Digital buscam, através de diferentes ferramentas, possibilitar o acesso fácil e rápido a tecnologia. “A tecnologia é tão importante na vida da gente, nada mais justo que a gente saiba programá-la – seja para ver um gato se movendo na tela ou para movimentar um dispositivo robótico. E isso só é possível graças ao trabalho árduo de estudantes, dos professores e colegas da computação e, também, das parcerias que temos. E isso é o mais legal do Mutirão: ele representa, realmente, um mutirão de pessoas trabalhando em prol de algo que é fundamental no dia de hoje – o domínio dessas tecnologias como autores e não só como usuários”, conclui.

Meta-arte: transformando lixo tecnológico em arte

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Foto: Marcelo Mello

A arte e a preservação também marcam presença no 3º Seminário Nacional de Inclusão Digital. A oficina Meta-arte, ministrada por Luciano da Silva do CMID (Centro Marista de Inclusão Digital) de Santa Maria acontece paralela aos eventos do Senid no prédio da Faculdade de Artes e Comunicação e já recebeu diversos alunos e professores das escolas da região que se encorajaram a criar suas próprias esculturas com sucata de computadores.

Luciano – que sempre trabalhou com artesanato – há nove anos vem incentivando seus alunos a cuidar do meio ambiente e do lixo eletrônico por meio da criação de peças novas e únicas através da criatividade. Além disso, dá algumas explicações sobre o funcionamento das partes das máquinas usadas como matéria-prima na confecção. “Nestes tempos em que a tecnologia avança rapidamente e cada vez mais lixo tecnológico é criado, é melhor tornar o obsoleto em decoração do que em poluição”, lembra.

A professora Zanira de matemática, e que agora atende o laboratório da Escola Estadual Ernesto Tocchetto de Passo Fundo, encantou-se com as obras dos jovens participantes da oficina e diz que esse tipo de evento abre muitas portas para que o pessoal das escolas possa visualizar e participar do mundo da tecnologia da informação. Ela espera que eventos como o Seminário plantem a semente do conhecimento nas gerações jovens. “Hoje, quem domina o mundo é o saber”, comenta.

 

O desafio é programar

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Foto: Camila Guedes

Esqueça os grandes robôs, super futuristas e com a forma do ser humano. Aqui, a robótica é simples, bem mais simples. Durante o Senid, a grande questão é como aproximar a tecnologia da educação e uma das formas encontradas pelo professor Marco Antônio Trentin e seu grupo de estudos foi a robótica. Na manhã desta terça-feira, os estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Passo Fundo participaram da Final da 1ª Olimpíada de Robótica Educativa Livre.

De acordo com o professor, a Olimpíada foi pensada no ano passado com o intuito de se tornar um projeto de extensão. O principal objetivo do projeto é convencer as escolas, principalmente os professores, de que hoje a robótica não é mais algo distante, difícil. “A gente vê que as escolas particulares já estão recebendo kits, já estão comprando, principalmente em função da facilidade que elas têm. Nas escolas públicas a gente sabe que é um pouco mais complicado. A gente quis mostrar hoje, que não é algo difícil, nem caro”, comenta.

Divididos em equipes, os alunos receberam os carrinhos, ou dispositivos robóticos, e encararam o desafio de programá-los. “O mundo anda, a gente está no século 21 e a gente vê que a tecnologia permeia todas as áreas e isso sim, pode trazer benefícios para a educação. Talvez o aluno se interesse mais pela física, pela matemática, por exemplo, ou use melhor o português para argumentar enquanto faz os desafios de robótica lá na escola”, explica o professor. Outro desejo de Marco é que a experiência sirva como uma forma de os alunos se interessarem também pela carreira nas áreas exatas. “Não necessariamente robótica, mas hoje em dia, por trás dos aparatos tecnológicos tem computadores, no caso esses robôs, que precisam ser programados. Um forno de micro-ondas não é muito diferente que esses robôs, ele tem um motor que gira o prato, um cronômetro, um sensor de temperatura, coisas do gênero. E a economia precisa de profissionais dessa área, seja computação, informática, engenharias, física, matemática. Essa é a ideia”, conclui.