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Entrei na onda!

Presentes e conectados, os participantes no 3º Seminário Nacional de Inclusão Digital (Senid), entraram na onda e tiraram suas selfies.

Dá uma conferida!

 

Leitura social

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Foto: Camila Guedes

Na manhã do último dia do Senid, o Prof. Dr. Roberto Maragliano, da Universidade de Roma Tre, conversou com os participantes sobre Social Reading na Educação.  Defendendo a ideia de que a modernidade líquida impõe que a educação aconteça através da tecnologia, o professor enfatizou o poder da leitura na transformação da sociedade.

Roberto Maragliano citou textos produzidos por ele em parceria com o também professor Mario Pireddu e, ainda, outros pensadores da área. “A leitura é, sobretudo, uma tecnologia do corpo. A leitura transforma. Aprender a ouvir e a ler as imagens que nos envolvem mais do que as palavras, é essencial. As imagens nos ajudam a pensar e a repensar e coletamos as imagens para extrair o imaginário”, destacou ele.

 

 

Segunda noite do Senid

A segunda noite do Senid começou com a apresentação do Grupo Artístico do CTG Tropeitos da Cultura do Instituto Federal do Rio Grande do Sul. Em seguida, os participantes acompanharam a conferência com o Prof. José Francisco de Almeida Pacheco, da Universidade do Porto, Portugal. Paralelamente, no auditório secundário, aconteceu a palestra “A tecnologia nos dispositivos móveis diminuindo e aproximando pessoas” com Sandro Londero, da Equipe da Procergs, de Porto Alegre.

Quer ser um hacker?

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O projeto que ganhou o nome de “Escola de Hackers“, vai ensinar crianças das escolas públicas do município sobre os fundamentos da programação de computadores. As aulas serão acessíveis a idade dos alunos, pois devem se basear no programa Scratch, desenvolvido para trabalhar, justamente, com crianças.

Além de ensinar os fundamentos da programação, ou seja, ensinar o jovem a ser um hacker, o projeto procura desenvolver na criança o raciocínio lógico, entre outras capacidades individuais, como criatividade, capacidade de resolução de problemas e trabalho coletivo. “Claro que não temos a intenção de criar programadores, pessoas aptas a trabalhar em uma empresa. Queremos desenvolver nessa gurizada algumas competências”, explica o professor Adriano Teixeira.

O projeto iniciou internamente, com o Grupo de Pesquisa de Inclusão Digital (Gepid), e deu certo. Tanto, que se expandiu e foi abraçado pela prefeitura de Passo Fundo, pela Universidade de Passo Fundo, pela Faculdade Meridional (Imed) e pelo Instituto Ferderal Sul-Rio-Grandense.

Ouça o que o coordenador do Senid diz sobre O projeto Escola Hacker: Entrevista Adriano Canabarro Teixeira

10 anos de Inclusão digital

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No entardecer do segundo dia do Senid, o momento foi de olhar para dez anos atrás. Em 2004, num contexto bem diferente do atual, surgem as primeiras iniciativas de implementar ações de Inclusão Digital. Hoje, em 2014, o Mutirão pela Inclusão Digital completa dez anos de um intenso trabalho de alunos e professores.

O Professor Adriano Canabarro Teixeira comenta a importância do Mutirão para a transformação social. “Há dez anos, as escolas não tinham acesso a tecnologia e precisavam se deslocar até a universidade para que os alunos pudessem mexer nos computadores. A medida que, via políticas públicas, as escolas tinham acesso a tecnologia, verificamos que existiam outros espaços e possibilidades que poderíamos assumir”, conta.

O principal objetivo do projeto é que os cidadãos possam se apropriar da tecnologia e que esta possa fazer parte da vida deles. Para que isso aconteça, no entanto, são necessárias oficinas, ações de capacitação e eventos que sejam capazes de transformar as ferramentas tecnológicas em oportunidades de troca de experiências.

Todas as ações que o Mutirão desenvolve, desde oficinas para crianças, ensino de Robótica até a realização do próprio Seminário de Inclusão Digital buscam, através de diferentes ferramentas, possibilitar o acesso fácil e rápido a tecnologia. “A tecnologia é tão importante na vida da gente, nada mais justo que a gente saiba programá-la – seja para ver um gato se movendo na tela ou para movimentar um dispositivo robótico. E isso só é possível graças ao trabalho árduo de estudantes, dos professores e colegas da computação e, também, das parcerias que temos. E isso é o mais legal do Mutirão: ele representa, realmente, um mutirão de pessoas trabalhando em prol de algo que é fundamental no dia de hoje – o domínio dessas tecnologias como autores e não só como usuários”, conclui.

Meta-arte: transformando lixo tecnológico em arte

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Foto: Marcelo Mello

A arte e a preservação também marcam presença no 3º Seminário Nacional de Inclusão Digital. A oficina Meta-arte, ministrada por Luciano da Silva do CMID (Centro Marista de Inclusão Digital) de Santa Maria acontece paralela aos eventos do Senid no prédio da Faculdade de Artes e Comunicação e já recebeu diversos alunos e professores das escolas da região que se encorajaram a criar suas próprias esculturas com sucata de computadores.

Luciano – que sempre trabalhou com artesanato – há nove anos vem incentivando seus alunos a cuidar do meio ambiente e do lixo eletrônico por meio da criação de peças novas e únicas através da criatividade. Além disso, dá algumas explicações sobre o funcionamento das partes das máquinas usadas como matéria-prima na confecção. “Nestes tempos em que a tecnologia avança rapidamente e cada vez mais lixo tecnológico é criado, é melhor tornar o obsoleto em decoração do que em poluição”, lembra.

A professora Zanira de matemática, e que agora atende o laboratório da Escola Estadual Ernesto Tocchetto de Passo Fundo, encantou-se com as obras dos jovens participantes da oficina e diz que esse tipo de evento abre muitas portas para que o pessoal das escolas possa visualizar e participar do mundo da tecnologia da informação. Ela espera que eventos como o Seminário plantem a semente do conhecimento nas gerações jovens. “Hoje, quem domina o mundo é o saber”, comenta.

 

Ensino Médio no Senid

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Foto: Camila Guedes

A tarde desta terça-feira reuniu cerca de 250 alunos do ensino médio da rede pública de Passo Fundo e região para o momento criado, dentro do Senid, especialmente para os jovens que se aproximam da faculdade. A intenção, segundo o Professor Adriano Canabarro Teixeira é aproximar do Senid aquelas pessoas que fazem com que ele aconteça. “São os jovens e adolescentes que nos fizeram, desde o início, pensar o que se está fazendo com a educação”, comenta.

O Senid Junaj chega, em 2014, a sua segunda edição e além de poderem participarem das outras atividades do evento, os alunos participam de 7 oficinas práticas que, em 25 minutos, exploram diferentes áreas da informática como robótica, as tecnologias do passado e as possibilidades do programa Scratch.  Antes de tudo isso, o ator Beto Mayer usou do teatro para abordar temas relacionados a utilização da tecnologia na vida do jovem. “O legal é trazer a gurizada para nos ajudar a reconhecer a dinâmica do uso da tecnologia”, explica.

Confira a galeria de fotos!

 

O desafio é programar

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Foto: Camila Guedes

Esqueça os grandes robôs, super futuristas e com a forma do ser humano. Aqui, a robótica é simples, bem mais simples. Durante o Senid, a grande questão é como aproximar a tecnologia da educação e uma das formas encontradas pelo professor Marco Antônio Trentin e seu grupo de estudos foi a robótica. Na manhã desta terça-feira, os estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Passo Fundo participaram da Final da 1ª Olimpíada de Robótica Educativa Livre.

De acordo com o professor, a Olimpíada foi pensada no ano passado com o intuito de se tornar um projeto de extensão. O principal objetivo do projeto é convencer as escolas, principalmente os professores, de que hoje a robótica não é mais algo distante, difícil. “A gente vê que as escolas particulares já estão recebendo kits, já estão comprando, principalmente em função da facilidade que elas têm. Nas escolas públicas a gente sabe que é um pouco mais complicado. A gente quis mostrar hoje, que não é algo difícil, nem caro”, comenta.

Divididos em equipes, os alunos receberam os carrinhos, ou dispositivos robóticos, e encararam o desafio de programá-los. “O mundo anda, a gente está no século 21 e a gente vê que a tecnologia permeia todas as áreas e isso sim, pode trazer benefícios para a educação. Talvez o aluno se interesse mais pela física, pela matemática, por exemplo, ou use melhor o português para argumentar enquanto faz os desafios de robótica lá na escola”, explica o professor. Outro desejo de Marco é que a experiência sirva como uma forma de os alunos se interessarem também pela carreira nas áreas exatas. “Não necessariamente robótica, mas hoje em dia, por trás dos aparatos tecnológicos tem computadores, no caso esses robôs, que precisam ser programados. Um forno de micro-ondas não é muito diferente que esses robôs, ele tem um motor que gira o prato, um cronômetro, um sensor de temperatura, coisas do gênero. E a economia precisa de profissionais dessa área, seja computação, informática, engenharias, física, matemática. Essa é a ideia”, conclui.

Por uma educação digital

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Os professores Patrícia Scherer Bassani, Patrícia Thoma Eltz e Claudio Cleverson durante a mesa-redonda. (Foto: Camila Guedes)

Que práticas da Web 2.0 acontecem na educação básica? Essa foi a pergunta que a professora Patrícia Thoma Eltz buscou responder na manhã desta terça-feira (29), segundo dia do Senid, durante a mesa redonda “Web 2.0 na Educação”, que também contou com a participação da professora Patrícia Scherer Bassani e do professor Claudio Cleverson de Lima, todos do Centro Universitário Feevale.

Segundo Patrícia, para falar em cultura digital, a gente tem que saber que a sociedade é em rede e isso exige do ser humano uma nova maneira de estar e encarar a sociedade. “A Web 2.0 nada mais é do que uma rede de plataformas que funciona como um todos para todos, ou seja, eu vou fazer, escrever, produzir, mas também vou compartilhar”, explica. Para a professora, apesar de muito presentes na atualidade, as tecnologias ainda não estão presentes no dia-a-dia do professor. “Existem muitas ferramentas, mas o professor precisa conhecê-las”, comenta.

Como forma de mudar essa realidade, a professora sugere que a gente reflita sobre os processos de ensino e aprendizagem e foque em três pontos: produzir, distribuir e compartilhar. “Aquilo que eu aprendo não precisa ficar só comigo”, lembra. A grande questão, para ela, é que a escola, em vez de trabalhar e usar os meios em sala de aula, acha melhor proibir. “A gente deveria ir atrás de como fazer esse aluno usar esses recursos em sala de aula com qualidade. Pensar em cultura digital é pensar na escola nas suas múltiplas formas de ser”, conclui a professora.

Inicia o segundo dia do SENID

O segundo dia do 3º Seminário Nacional de Inclusão Digital já começou! Na manhã desta terça-feira (29), os participantes iniciaram as atividades às 9h com as oficinas: “Literatura Aumentada: Como criar poemas e contos em Realidade Aumentada”, “Prezi”, “Facebook para Educadores: possibilidades para uma educação em rede” e “PROA: um recomendador de objetos de aprendizagem baseado em competências”.

Além disso, no auditório do B5, no campus I da UPF, está acontecendo a mesa redonda “Web 2.0 na Educação”, com a professora Patrícia Scherer Bassani, o professor Claudio Cleverson de Lima e a professora Patrícia Eltz, todos do Centro Universitário Feevale.

(Foto: Cláudia Tainá)

(Foto: Cláudia Tainá)