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Meta-arte: transformando lixo tecnológico em arte

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Foto: Marcelo Mello

A arte e a preservação também marcam presença no 3º Seminário Nacional de Inclusão Digital. A oficina Meta-arte, ministrada por Luciano da Silva do CMID (Centro Marista de Inclusão Digital) de Santa Maria acontece paralela aos eventos do Senid no prédio da Faculdade de Artes e Comunicação e já recebeu diversos alunos e professores das escolas da região que se encorajaram a criar suas próprias esculturas com sucata de computadores.

Luciano – que sempre trabalhou com artesanato – há nove anos vem incentivando seus alunos a cuidar do meio ambiente e do lixo eletrônico por meio da criação de peças novas e únicas através da criatividade. Além disso, dá algumas explicações sobre o funcionamento das partes das máquinas usadas como matéria-prima na confecção. “Nestes tempos em que a tecnologia avança rapidamente e cada vez mais lixo tecnológico é criado, é melhor tornar o obsoleto em decoração do que em poluição”, lembra.

A professora Zanira de matemática, e que agora atende o laboratório da Escola Estadual Ernesto Tocchetto de Passo Fundo, encantou-se com as obras dos jovens participantes da oficina e diz que esse tipo de evento abre muitas portas para que o pessoal das escolas possa visualizar e participar do mundo da tecnologia da informação. Ela espera que eventos como o Seminário plantem a semente do conhecimento nas gerações jovens. “Hoje, quem domina o mundo é o saber”, comenta.

 

O desafio é programar

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Foto: Camila Guedes

Esqueça os grandes robôs, super futuristas e com a forma do ser humano. Aqui, a robótica é simples, bem mais simples. Durante o Senid, a grande questão é como aproximar a tecnologia da educação e uma das formas encontradas pelo professor Marco Antônio Trentin e seu grupo de estudos foi a robótica. Na manhã desta terça-feira, os estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Passo Fundo participaram da Final da 1ª Olimpíada de Robótica Educativa Livre.

De acordo com o professor, a Olimpíada foi pensada no ano passado com o intuito de se tornar um projeto de extensão. O principal objetivo do projeto é convencer as escolas, principalmente os professores, de que hoje a robótica não é mais algo distante, difícil. “A gente vê que as escolas particulares já estão recebendo kits, já estão comprando, principalmente em função da facilidade que elas têm. Nas escolas públicas a gente sabe que é um pouco mais complicado. A gente quis mostrar hoje, que não é algo difícil, nem caro”, comenta.

Divididos em equipes, os alunos receberam os carrinhos, ou dispositivos robóticos, e encararam o desafio de programá-los. “O mundo anda, a gente está no século 21 e a gente vê que a tecnologia permeia todas as áreas e isso sim, pode trazer benefícios para a educação. Talvez o aluno se interesse mais pela física, pela matemática, por exemplo, ou use melhor o português para argumentar enquanto faz os desafios de robótica lá na escola”, explica o professor. Outro desejo de Marco é que a experiência sirva como uma forma de os alunos se interessarem também pela carreira nas áreas exatas. “Não necessariamente robótica, mas hoje em dia, por trás dos aparatos tecnológicos tem computadores, no caso esses robôs, que precisam ser programados. Um forno de micro-ondas não é muito diferente que esses robôs, ele tem um motor que gira o prato, um cronômetro, um sensor de temperatura, coisas do gênero. E a economia precisa de profissionais dessa área, seja computação, informática, engenharias, física, matemática. Essa é a ideia”, conclui.

Por uma educação digital

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Os professores Patrícia Scherer Bassani, Patrícia Thoma Eltz e Claudio Cleverson durante a mesa-redonda. (Foto: Camila Guedes)

Que práticas da Web 2.0 acontecem na educação básica? Essa foi a pergunta que a professora Patrícia Thoma Eltz buscou responder na manhã desta terça-feira (29), segundo dia do Senid, durante a mesa redonda “Web 2.0 na Educação”, que também contou com a participação da professora Patrícia Scherer Bassani e do professor Claudio Cleverson de Lima, todos do Centro Universitário Feevale.

Segundo Patrícia, para falar em cultura digital, a gente tem que saber que a sociedade é em rede e isso exige do ser humano uma nova maneira de estar e encarar a sociedade. “A Web 2.0 nada mais é do que uma rede de plataformas que funciona como um todos para todos, ou seja, eu vou fazer, escrever, produzir, mas também vou compartilhar”, explica. Para a professora, apesar de muito presentes na atualidade, as tecnologias ainda não estão presentes no dia-a-dia do professor. “Existem muitas ferramentas, mas o professor precisa conhecê-las”, comenta.

Como forma de mudar essa realidade, a professora sugere que a gente reflita sobre os processos de ensino e aprendizagem e foque em três pontos: produzir, distribuir e compartilhar. “Aquilo que eu aprendo não precisa ficar só comigo”, lembra. A grande questão, para ela, é que a escola, em vez de trabalhar e usar os meios em sala de aula, acha melhor proibir. “A gente deveria ir atrás de como fazer esse aluno usar esses recursos em sala de aula com qualidade. Pensar em cultura digital é pensar na escola nas suas múltiplas formas de ser”, conclui a professora.

Inicia o segundo dia do SENID

O segundo dia do 3º Seminário Nacional de Inclusão Digital já começou! Na manhã desta terça-feira (29), os participantes iniciaram as atividades às 9h com as oficinas: “Literatura Aumentada: Como criar poemas e contos em Realidade Aumentada”, “Prezi”, “Facebook para Educadores: possibilidades para uma educação em rede” e “PROA: um recomendador de objetos de aprendizagem baseado em competências”.

Além disso, no auditório do B5, no campus I da UPF, está acontecendo a mesa redonda “Web 2.0 na Educação”, com a professora Patrícia Scherer Bassani, o professor Claudio Cleverson de Lima e a professora Patrícia Eltz, todos do Centro Universitário Feevale.

(Foto: Cláudia Tainá)

(Foto: Cláudia Tainá)

Educação em tempos de conexão, abundância e compartilhamento

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A terceira edição do Seminário Nacional de Inclusão Digital teve sua abertura oficial na noite dessa segunda-feira com a exploração do tema escolhido: Educação em tempos de conexão, abundância e compartilhamento. A palestra da noite foi ministrada pela Profa. Dra. Maria Helena Bonilla, coordenadora do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia e líder do Grupo de Pesquisa em Educação, Comunicação e Tecnologia.

Focando nas novas alternativas tecnológicas para a educação, a professora comentou sobre as transformações que o século XXI trouxe consigo. “Muito mudou no século XXI. Todos aqui tem um dispositivo – seja tirando foto, gravando áudio ou vídeo ou também conversando. Uns usam mais outros usam menos, mas o fato é que a informação está hoje na palma da mão”, comentou.

Além de comentar sobre os dispositivos, Maria Helena falou também dos questionamentos que levam a novas percepções da tecnologia e, ainda, sobre a importância dos espaços híbridos: “Não faz sentido fazer uma separação entre espaço físico e virtual. Vivemos em espaços híbridos, de compartilhamento e troca. Os dois são um só”, enfatizou. Por fim, a professora questionou a proibição do uso de dispositivos tecnológicos em sala de aula. “Como abordar a conexão, a abundância e compartilhamento se eu não posso ter um celular dentro de um ambiente de estudo?”.

Em vídeo, Maria Helena resume o tema e aponta a realidade da educação e da tecnologia. Assista!

A nova geração da tecnologia

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Fotos: Maitê Weschenfelder e Marcelo Henrique

As crianças invadiram o Senid!

Durante a tarde do primeiro dia de evento, quem ganhou espaço foram os alunos das escolas de ensino fundamental de Passo Fundo que participam do Senid Infano, uma forma de aproximar as crianças da tecnologia.

A programação começou com uma apresentação de teatro, comandada pelo ator Beto Mayer, que divertiu as crianças e falou um pouco sobre a utilização das tecnologias na educação e nas suas vidas. Em seguida, os alunos foram encaminhados para as oficinas práticas.Paralelamente a tudo isso, acontece a final do campeonato de games.

Para a diretora a Escola Municipal Coronel Lolico, de Passo Fundo, a  interação dos alunos com os jogos eletrônicos educativos contribui para o desenvolvimento das crianças. Segundo ela, os alunos desenvolvem, além do raciocínio mais rápido, a concentração e a atenção. “ A inovação do ambiente de ensino é fundamental para um bom aprendizado”, comenta.

Oficina de Geotecnologia no SENID

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Foto: Cláudia Tainá

Com o objetivo de utilizar as tecnologias disponíveis na rede para elaborar atividades com alunos, especialmente da educação básica, iniciou na manhã desta segunda-feira, a oficina “As Geotecnologias no Ensino da Geografia: As diversas formas de utilização das ferramentas Google Earth e o Maps”, que faz parte da programação do terceiro Seminário Nacional de Inclusão Digital.

Cerca de 20 pessoas estão participando da oficina, que é ministrada pela professora Ana Maria Pereira, da Universidade Federal Fronteira Sul – UFFS, de Erechim, no Laboratório Central de Informática da UPF.  Segundo a professora, essas tecnologias podem ser usadas, além da disciplina de geografia, também por diversas áreas, contemplando também desde o ensino básico, até o superior. “Estamos utilizando o GIMP, que é uma tecnologia de construção de imagens e mapas, e que por ser simples e acessível, pode ser utilizada por qualquer pessoa”, comenta.

A oficina iniciou às 9h e termina às 18h. Na parte da tarde os alunos vão construir um vídeo, para expor os conhecimentos adquiridos.

“Toda a informação deve ser livre!”

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Na cultura hacker, a preocupação com o compartilhamento de informações é o que move cada atitude na rede. Analisar, criticar, compartilhar e criar informações é essencial para que a educação assuma o formato esperado diante de um cenário imerso em tecnologia e plataformas digitais.
O pensamento do Prof. Dr. Mario Pireddu, da Universidade de Milão – Itália, responsável pela palestra de encerramento do Senid – Hacking Education, vai de encontro a essa ideia e propõe um acréscimo: “É possível reformular as instituições de ensino para que elas modifiquem a realidade.”, comentou. Mas, antes disso, ele avisa: “Para mudar alguma coisa é preciso construir um novo modelo que torne o modelo anterior obsoleto”.
Os caminhos que o digital está tomando ainda não está bem traçado. O certo é que é um caminho de colaboração e que visa a educação, o conhecimento e a informação disseminada por todo o mundo. Para Mario, é isso que importa: “Não há resposta fáceis, mas podemos ser gratos pelas questões que esse ambiente estimula”.

Hackear a educação “brincando”

Foto: Arthur Ferraz

O kit de educação estrutural tem aplicações para a área matemática, científica e tecnológica, com a parte de robótica livre, e, é isso o que encanta quem bota os olhos nele.
“O nosso publico alvo está em escolas publicas e particulares, mas as particulares só comprarão quando as publicas também fizerem isso, porque se sentirão atrasadas,“ conta Douglas Sullis da Costa, que representou a Atto Brinquedos no Senid.
O kit tem aplicação diária, ajudando crianças e adolescentes a colocar em prática o que aprendem “brincando” na escola com a ajuda dessa ferramenta. “Eu pretendo abrir uma escola, queria que isso aqui engrenasse e agora abriremos uma escolinha de robótica em Florianópolis. Tenho vontade de fazer uma escola diferente, que fosse paga, mas voltada para a classe C. Queremos um mundo melhor na área educacional.”