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Robótica Educacional Livre

Foto: Camila Guedes

Oficinas e exposição de robótica livre e metareciclagem acontecem durante o evento

Durante os três dias do Senid acontece no hall do prédio B5, da Universidade de Passo Fundo, as oficinas de Robótica Educacional Livre. O Polo Marista de Formação Tecnológica de Porto Alegre e o Centro Marista de Inclusão Digital de Santa Maria – CMID – são os responsáveis pela ala de robótica livre e da mostra dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos.

Segundo Eloir Rockenbach, que trabalha junto à gerência social marista e coordena o polo de Porto Alegre, os trabalhos são desenvolvidos seguindo alguns princípios, como o cuidado ambiental, o valor agregado a cada peça, apropriação do conhecimento tecnológico e criatividade. “A metareciclagem, por exemplo, desenvolve tecnologias de inovação através de lixo eletrônico, ou seja, o material que se torna obsoleto para a sociedade, vira matéria-prima para o desenvolvimento de projetos”, garante Eloir.

Foto: Camila Guedes

Juliano Machado, aluno do Polo Marista, desenvolveu um Piano, através do projeto Alquimia, no qual a Receita Federal de Porto Alegre doa à instituição máquinas caça níquel para que as peças sejam reaproveitadas. “Dessa forma, nós damos outro destino às máquinas, de algo lucrativo para algo educativo”, afirma Juliano.

Além disso, a equipe conta com uma impressora 3D, fabricada na capital. A máquina é utilizada caso falte alguma peça para a conclusão das criações dos estudantes. “É necessário uma adaptação das ferramentas a nós, e não o contrário”, conclui o coordenador.

Segunda noite de palestras Senid

O grupo tradicionalista Tropeiros da Cultura realizou a abertura da segunda noite de palestras do Senid 2013, que contou com a presença dos palestrantes professor Mestre Alexandre Oliva, da Fundação Software Livre América Latina e da professora da Universidade de Passo Fundo, Dra. Tania Rosing.

Visitantes da tarde

Esta tarde, no SENID, contamos com a visita dos alunos das escolas municipais, enquanto aconteciam diversas oficinas. Além disso, foi oferecido um coquetel aos participantes e palestrantes.

Cerimônia de abertura

A primeira noite de evento foi marcada pela concessão de título honorífico “Professora Honoris Causa” para Profa. Dra. Léa Fagundes e pela palestra de abertura: Por uma cultura hacker na educação, com o Prof. Dr. Nelson de Luca Nelson Pretto. A cerimônia de abertura foi realizada na noite de 8 de abril, no Centro de Eventos do Campus I da UPF, às 19h 30min.

 

Sucatas? Na verdade, são oportunidades.

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Tecnologia e inovação proporcionaram, ao longo dos anos, a criação de instrumentos, ferramentas e objetos que, cada vez menos, exigem do homem. Exemplo disso são os brinquedos: antes, nas gerações passadas, construídos com esforço e dedicação, hoje estão disponíveis a um clique. Estimular a criatividade, visando a construção de novas possibilidades é, portanto, uma novidade no cenário atual.

Juliano Machado, de 19 anos, que estuda no 2º ano do Ensino Médio, no Marista Irmão Jaime Biazus em Porto Alegre, é, além de estudante, educador na prática de robótica livre. No Senid, representa a escola e apresenta aos participantes destinos alternativos para o lixo eletrônico. Celulares, máquinas caça-níquel, placas eletrônicas – tudo se transforma e vira, por exemplo, um jogo de Guitar Hero ou um robô. Além de diversão, a prática contribui fortemente para a sustentabilidade.

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Juliano Machado, 19 anos

Quer saber como isso é possível? No áudio, Juliano explica como foi o processo de fabricação dos novos objetos e comenta, ainda, a programação utilizada. Confira!

Juliano machado, 19 anos

Pela liberdade do computador!

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A luta pela cultura da liberdade, dentro do universo digital, não se restringe, apenas, aos compartilhamentos de músicas, livros ou filmes; o próprio computador enfrenta a luta pela liberdade dos sistemas operacionais.

E, nesse sentido, dentro do Senid, acontece o Install Fest,  espaço onde o Linux, um sistema no formato de software livre, é instalado, gratuitamente, nos computadores dos participantes. Desenvolvido pelo finlandês Linus Torvalds, o Linux tem, basicamente, as mesmas plataformas e ferramentas oferecidas pelo Windows. A única diferença, como explica João Marcos Floriano, estudante de Ciências da Computação, e que faz parte do Gepid um dos grupos que promove o evento, é o seu caráter livre.

No áudio, João Marcos explica o processo de instalação e complementa falando um pouco sobre a inclusão digital e o papel dos sistemas operacionais.

Install fest

Proposta para curtir e compartilhar

DSC_0092A geração Y ainda não completou 18 anos, mas já domina o ciberespaço. Eles são conectados, questionadores e vivem a realidade digital. As redes sociais são mais do que um espaço para curtidas e compartilhamentos de conteúdo.

Muito além do canal de contatos, as professoras Ethiele Vieira e Patrícia Stein Graeff encontraram no facebook uma maneira diferente para a participação dos alunos da escola Menino Deus, de Passo fundo. Através da oficina de Produção Textual na Era Digital, Ethiele e Patrícia trocam experiências com os participantes, contando sobre os resultados obtidos nas atividades propostas.

As professoras realizaram uma espécie de sondagem para saber se todos os alunos tinham acesso ao facebook antes de por em prática a proposta, e com o retorno positivo, foi possível usar todas as ferramentas que os alunos já conheciam para ajuda-los a participar, tirar dúvidas, trocar ideias e, principalmente, entender o conteúdo. “Através do fórum é totalmente viável uma avaliação textual. Precisamos avaliar o que os alunos produzem nesses espaços,” conta Patrícia.

O blog textoeradigital.blogspot.com.br traz todas as atividades, que envolveram os alunos em produções de roteiros, crítica e discussão. “A obra literária pode ser discutida em fóruns online, não só em sala,” defende Ethiele. O facebook virou a segunda sala de aula das turmas de ensino fundamental e médio, que aproveitavam a rede para debater as provocações sugeridas pelas professoras na escola. Com a criação de um grupo, foi possível realizar fóruns, compartilhar conteúdo apresentado em sala de aula e propor novos rumos das disciplinas. Os alunos faziam uma leitura prévia do conteúdo em sala de aula, deixando tudo encaminhado.

“Antigamente, os alunos recontavam as histórias trabalhadas em sala recortando figuras das revistas, mas a rede tem mais recursos de imagem e pesquisa. Agora, peço para que eles recontem e reescrevam os textos usando Power Point, buscando imagens no Google. Assim, trabalham o texto enquanto coletam as imagens,” conta Ethiele. Os alunos participam em peso da atividade que faz parte do cronograma de avaliações.

O uso do Facebook na disciplina de Literatura Brasileira é possível?

Uma pesquisa analisou o Facebook como um instrumento capaz de aproximar o professor do aluno em sala de aula e auxiliar na educação

Uma pesquisa analisou o Facebook como um instrumento capaz de aproximar o professor do aluno em sala de aula e auxiliar na educação

 

Professoras pesquisam sobre o uso de novas ferramentas tecnológicas nas escolas

A manhã desta terça-feira iniciou com o ciclo de quatro oficinas: “Scratch: um software para desenvolver um raciocínio, a lógica”, “Produção textual na era digital”, “Uso do Geogebra no estudo de Funções Polinomiais do Primeiro e Segundo Grau” e “O uso do Facebook na disciplina de Literatura Brasileira é possível?”. Na tentativa de buscar uma resposta para essa pergunta Elaine Flores, formada em Letras e Supervisora Escolar, e Viviane Carloto, com a mesma formação e mestranda da Unicamp, formaram um grupo de pesquisa.

A ideia inicial do grupo foi abrir uma discussão a partir do conto “A cartomante”, de Machado de Assis. Para isso, foi agregado o uso de softwares como Cmap Tools, ferramenta que possibilita a elaboração de mapas conceituais, e Facebook Docs, que permite o compartilhamento de documentos, e fotografia.

De acordo com Elaine, uma pesquisa analisou o Facebook como um instrumento capaz de aproximar o professor do aluno em sala de aula e auxiliar na educação. Mas, para que isso seja possível, é necessário estar preparado para utilizar a ferramenta e cuidar com postagens e dados lançados na rede. A pesquisa, iniciada no final do ano passado, já começou a ser usada por professores na disciplina de Seminário Integrado, nova disciplina curricular dos cursos politécnicos. A partir disso, segundo a supervisora, será possível ter um feedback para o início desse projeto na disciplina de Literatura Brasileira.

 

Confira a galeria de imagens das oficinas realizadas no dia 9 de abril.

“É importante ter disposição para compartilhar”

professor nelso

Nelson de Luca Pretto, professor da Universidade Federal da Bahia, é um dos grandes incentivadores da cultura hacker na educação. Em sua conferência, ontem à noite, destacou a importância de compartilhar o conhecimento via rede. Enfatizou, ainda, que o cenário atual põe em conflito a criatividade e o consumismo.  No áudio, você confere um pouco mais da ideia defendida por ele.