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Quer ser um hacker?

IMG_2275Fácil! Agora existe uma escola!

O projeto que ganhou o nome de “Escola de Hackers“, vai ensinar crianças das escolas públicas do município sobre os fundamentos da programação de computadores. As aulas serão acessíveis a idade dos alunos, pois devem se basear no programa Scratch, desenvolvido para trabalhar, justamente, com crianças.

Além de ensinar os fundamentos da programação, ou seja, ensinar o jovem a ser um hacker, o projeto procura desenvolver na criança o raciocínio lógico, entre outras capacidades individuais, como criatividade, capacidade de resolução de problemas e trabalho coletivo. “Claro que não temos a intenção de criar programadores, pessoas aptas a trabalhar em uma empresa. Queremos desenvolver nessa gurizada algumas competências”, explica o professor Adriano Teixeira.

O projeto iniciou internamente, com o Grupo de Pesquisa de Inclusão Digital (Gepid), e deu certo. Tanto, que se expandiu e foi abraçado pela prefeitura de Passo Fundo, pela Universidade de Passo Fundo, pela Faculdade Meridional (Imed) e pelo Instituto Ferderal Sul-Rio-Grandense.

Ouça o que o coordenador do Senid diz sobre O projeto Escola Hacker: Entrevista Adriano Canabarro Teixeira

Educação em tempos de conexão, abundância e compartilhamento

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A terceira edição do Seminário Nacional de Inclusão Digital teve sua abertura oficial na noite dessa segunda-feira com a exploração do tema escolhido: Educação em tempos de conexão, abundância e compartilhamento. A palestra da noite foi ministrada pela Profa. Dra. Maria Helena Bonilla, coordenadora do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia e líder do Grupo de Pesquisa em Educação, Comunicação e Tecnologia.

Focando nas novas alternativas tecnológicas para a educação, a professora comentou sobre as transformações que o século XXI trouxe consigo. “Muito mudou no século XXI. Todos aqui tem um dispositivo – seja tirando foto, gravando áudio ou vídeo ou também conversando. Uns usam mais outros usam menos, mas o fato é que a informação está hoje na palma da mão”, comentou.

Além de comentar sobre os dispositivos, Maria Helena falou também dos questionamentos que levam a novas percepções da tecnologia e, ainda, sobre a importância dos espaços híbridos: “Não faz sentido fazer uma separação entre espaço físico e virtual. Vivemos em espaços híbridos, de compartilhamento e troca. Os dois são um só”, enfatizou. Por fim, a professora questionou a proibição do uso de dispositivos tecnológicos em sala de aula. “Como abordar a conexão, a abundância e compartilhamento se eu não posso ter um celular dentro de um ambiente de estudo?”.

Em vídeo, Maria Helena resume o tema e aponta a realidade da educação e da tecnologia. Assista!

Foto: Camila Guedes

Por dentro do tema

O 3º Seminário Nacional de Inclusão Digital já está quase começando e para deixar todo mundo por dentro do assunto, o professor Adriano Canabarro Teixeira, coordenador do evento, falou um pouco mais sobre o tema dessa edição: Educação em tempos de conexão, abundância e compartilhamento.

“Toda a informação deve ser livre!”

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Na cultura hacker, a preocupação com o compartilhamento de informações é o que move cada atitude na rede. Analisar, criticar, compartilhar e criar informações é essencial para que a educação assuma o formato esperado diante de um cenário imerso em tecnologia e plataformas digitais.
O pensamento do Prof. Dr. Mario Pireddu, da Universidade de Milão – Itália, responsável pela palestra de encerramento do Senid – Hacking Education, vai de encontro a essa ideia e propõe um acréscimo: “É possível reformular as instituições de ensino para que elas modifiquem a realidade.”, comentou. Mas, antes disso, ele avisa: “Para mudar alguma coisa é preciso construir um novo modelo que torne o modelo anterior obsoleto”.
Os caminhos que o digital está tomando ainda não está bem traçado. O certo é que é um caminho de colaboração e que visa a educação, o conhecimento e a informação disseminada por todo o mundo. Para Mario, é isso que importa: “Não há resposta fáceis, mas podemos ser gratos pelas questões que esse ambiente estimula”.

Por uma linguagem jovem!

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Intensidade. Essa é a palavra de Tania Rösing. Com ela, não há um meio termo, um talvez ou um quem sabe. É sim ou não. Decidida, a professora, que está a frente da Jornada Nacional de Literatura desde o seu início, traz, na sua fala, a vontade e a motivação para mergulhar no novo formato que a educação, aos poucos, assume. E ela convida quem a ouve a saltar junto. Na segunda noite do Senid, com a palestra “Salvem os hackers!” ela questionou a plateia: “Estamos certos do que é ser hacker?”.

Ela está. A sua fala cheia de avidez, abordou a inclusão digital e as novas plataformas tecnológicas como o presente e futuro da educação e destacou, ainda, que tais plataformas serão responsáveis por mudanças drásticas na educação. Assim como, décadas atrás, a escola se voltou para o livro impresso; amanhã a escola se voltará para a tela. E é assim que tem que ser. É preciso, segundo Tania, migrar para uma educação centrada no aluno e no compartilhamento de informação. “Estamos diante de um apelo por uma cultura hacker também na educação!”, enfatizou ela ao falar da importância da universalidade nas salas de aula.

Tania, ligada diretamente com a literatura, não vê o computador como inimigo da leitura, pelo contrário: “As tecnologias digitais trazem quantidade e qualidade de leitura. Basta aproveitar. As informações só podem ser úteis quando assimiladas sem pressa” colocou. Ao finalizar a fala, Tania avisou: “a internet é a obra-prima do hacker e o movimento não ficará restrito à arena tecnológica.”

Escolas, universidades, salas de aula: preparem-se! Se depender de Tania, a cultura hacker está chegando. Melhor assim.

 

Professor Adriano e a consolidação do Senid em sua 2ª edição

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Começou hoje o Senid – Seminário Nacional de Inclusão Digital – que tem como proposta trabalhar a cultura hacker na educação.

O coordenador do evento, Prof. Dr. Adriano Teixeira, conta um pouco sobre como surgiu e se deu o desenvolvimento do seminário.

O Senid vai de 8 e 10 de abril, na Universidade de Passo Fundo.
Para maiores informações acesse:
http://senid.upf.br/