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SENID 2018 EM NÚMEROS

Três dias, 384 horas de atividades, mais de 600 participantes e 50 pessoas envolvidas na organização do evento: este é o Senid, em números. A quantidade exata de pessoas que passaram pela brinquedoteca e pelos auditórios da Faed e do Iceg ainda não foram calculados pelos organizadores, mas a quinta edição do Senid superou as expectativas: “Além dos inscritos, a brinquedoteca estava sempre lotada, com alunos da educação básica e do ensino médio e professores de várias áreas vieram visitar as atividades”, conta o professor Adriano Teixeira, idealizador do evento.

Ele ainda ressalta que o objetivo do Senid não é ser o melhor evento, é ser um evento para transformar as pessoas: “Seja pelo que for, uma oficina que participou, a acolhida da equipe ou pela infraestrutura, não importa. As pessoas tem que vir para cá e saírem tocadas de alguma forma”.  O evento, que é científico, tem um viés muito forte da extensão. Por isso, o foco dos trabalhos pode ser discutido por pessoas das mais diversas áreas dentro da instituição.

As temáticas abordadas trouxeram para academia assuntos que normalmente não são tratados com frequência, como o mundo geek, RPG, games e robótica. Os artigos apresentados também trouxeram assuntos muito atuais e que provocaram discussões multidisciplinares, como as metodologias ativas, redes sociais na educação, questões ligadas a robótica e programação de computadores.

O professor Adriano Teixeira ainda faz um aviso: este evento traz pontos importantes para que as instituições, como um todo, possam se atualizar e se reconectar com os jovens: “Ou a gente começa a compreender este mundo e a gente comece a fazer alguma coisa que de fato impacta a vida dos jovens que chegam aqui. Se isso não acontecer, primeiro, vamos fechar e segundo, nós não vamos estar trabalhando com aquelas pessoas que tem um potencial enorme para transformar o mundo”.

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Esta foi a reflexão que ficou como feedback da quinta edição do Senid, em seu encerramento: o que podemos fazer neste mundo que as pessoas não precisam mais de uma universidade para ter acesso a uma informação? O professor Adriano ainda completa: “Nós temos que fazer uma reunião urgente e pensar em como podemos nos reposicionar como instituição, sob pena de não termos tempo de dar a volta, que é o que está acontecendo com muitas instituições”.

 Gillian Krein para Senid 2018

TIC’S E A EDUCAÇÃO

O último dia de atividades do 5º Seminário de Inclusão Digital contou com palestras, mesas redondas, oficinas e muito aprendizado. A Prof. Dr. Daniela Melaré Vieria Barros falou sobre a importância dos estilos de aprendizagem na cultura digital.

Sua fala é bastante contundente e deixa explícita a necessidade de inserção do educador nas atuais tecnologias, para que possa haver uma ligação mais estreita entre eles e seus educandos. “Falamos muito em interação, mas na educação a interação é limitada, e não precisa ser assim. A tecnologia já está dentro das salas de aula, o que são reforçadas são suas tentativas de adaptação”, ressalta a professora.

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Daniela explica que muitos professores entendem a tecnologia como uma forma de avaliação geral, mas eles enganam-se, pois é possível fazer avaliações individuais sabendo utilizar ferramentas adequadas. É preciso entender o que é adaptação e o que é adaptabilidade.

Em sua fala, a professora destaca a importância da internet por conta dos estilos de aprendizagem, e apresenta 4 exemplos: estilo ativo, reflexivo, teórico e pragmático. Estes estilos, segundo ela, potencializam a forma de aprendizagem das pessoas, não apenas de alunos. “As pessoas aprendem de formas diferentes, e cada um tem seu potencial na forma online e na forma presencial”.

O 5º Seminário de Inclusão Digital encerra-se na noite de hoje, mas os aprendizados por ele repassados não acabam, muito pelo contrário apenas firmam-se ou desenvolvem-se dentro das salas de aula.

Monalise Canalle – Senid 2018

UMA VIAGEM EM POUCOS METROS QUADRADOS

Viajar sem sair da sua sala de aula, já imaginou? Com a Realidade Virtual, você pode e com um custo muito baixo! A oficina realizada no 5º Senid tratou deste assunto e mostrou que é possível você ensinar sem precisar de muitos recursos, apenas com a tecnologia e um óculos que te permite ver em 360º e em perspectivas diferentes.

A professora Marie Jane Carvalho foi quem ministrou a oficina, para ela sair do livro didático, das imagens planas e das informações apenas escritas é fundamental. “Imagine um corpo humano. Agora imagine você podendo girar ele e ver todos os músculos, ossos e órgãos em 3D. Você consegue ter uma noção muito mais precisa e guarda as informações por conta da experiência”, destaca.

A oficina consistiu, inicialmente, na montagem dos óculos que permite ver a realidade virtual (este óculos você encontra na base de R$20,00 em sites de compras), posterior a isto foi necessário que os participantes baixassem alguns aplicativos como: Google CardBoard, Expedições e Street View.

João Martins é professor municipal e também representa o Núcleo de Tecnologias Municipais – NTM, ele foi um dos participantes da oficina e comenta que a experiência é extremamente interessante para a aplicação em sala de aula. Assim como outros participantes ele ressalta a necessidade do educador estar imerso nestas novas tecnologias, afinal não tem muito custo e você pode construir. Cada aula você pode trabalhar coisas diferentes, pois quase todos, se não todos, os alunos tem um celular.

Monalise Canalle – Senid 2018

POR TRÁS DO SENID

Para você que acha que o Senid é um evento simples de organizar, temos uma informação bem pertinente! Ele está sendo pensado há 1 ano e meio pelos coordenadores, organizadores e colaboradores. Ao todo a equipe é formada por 35 pessoas e conta com quase 400 horas de atividades.

O professor e coordenador Marco Trentin comenta que o Senid acolhe pessoas das mais diversas regiões, tais como, norte e nordeste, além disto, é um filtro para assuntos pertinentes, no caso da 5ª edições, a Cultura Digital na Educação. O Trentin salienta que ao longo de toda programação existem diversos formatos de troca de experiências e conteúdo, como por exemplo, a apresentação de artigos científicos. “Nós recebemos cerca de 300 trabalhos científicos e selecionamos cerca de 40% deste número”, destaca.

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Crislaine Pergher é coordenadora de salas, é ela que organiza e orienta os participantes onde devem ir. “O Senid está sendo uma experiência muito boa, pela manhã temos mais relatos de experiências, são relatos inovadores e que acrescentam muito em nossa carreira”, ressalta Crislaine que participa pela primeira vez do evento. Sua expectativa é que este último dia seja muito produtivo e feche o evento com chave de ouro.

Caroline Chizzoni destaca que como organizadora do evento é muito gratificante quando alguém sai feliz, elogiando e encantado com o que viu e ouviu. Ela considera a experiência maravilhosa e muito engrandecedora, afinal, foi 1 ano e meio de preparação.

As atividades do 5º Seminário de Inclusão Digital terminam na noite de hoje (09). O encerramento está marcado para às 17:30h no auditório da Faculdade de Educação  – FAED/UPF.

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Monalise Canalle para Senid 2018

GINCANA VIRTUAL SÓ PODIA SER NO #Senid2018

Você já ouviu falar de uma gincana virtual? Esta foi uma das oficinas que o 5º Senid contemplou nesta manhã (09), no último dia do evento. A professora Rosangela Silveira Garcia explicou para os participantes sobre a importância de fazer atividades diferenciadas em sala de aula. “As aulas não precisam ser apenas presenciais, no modo tradicional, podem ser distintas, com atividades que atraiam os alunos”.

Atividades como a Gincana virtual promovem a interação entre alunos e professores, fazem parte de uma criação de atividade pedagógica e auxiliam na produção das tarefas e organização. A questão lúdica também está presente conforme o modo de ensino, como nesta gincana, em que foi utilizado o Facebook. “É um grande atrativo, os alunos vão ter que ajudar a resolver os conflitos que surgem entre os grupos, vão ter que aprender a escutar o colega e vão ser cobrados pela sua participação mais ativa”, relata a professora.

“Hoje nós trouxemos a gincana virtual pelo Facebook, mas pode-se usar um grupo no whatsapp, o google drive, um grupo do google, até espaços que já são feitos para as escolas”. Rosangela ainda destacou que a gincana pode ser tanto para professores que tem alunos a distância, como pode ser desenvolvida em paralelo a sala de aula.

A gincana não tem apenas atividades teóricas, mas também atividades práticas, atividades que exigem competências de atitude, como de liderança, de organização, e muitas outras coisas que são importantes os alunos desenvolverem e com as atividades mais atrativas fica mais fácil de desenvolver.

Eloisa Barbosa para SENID 2018

A AMPLA TEMÁTICA DA TECNOLOGIA

Tendo por objetivo capacitar educadores e oferecer novas ferramentas de ensino/aprendizagem, o Senid 2018 optou por contemplar a Cultura Digital na Educação em seus diversos desdobramentos.

A estratégia torna mais viável aos professores o uso destas ferramentas que existem há décadas, e acaba se tornando o diferencial para os alunos. Além de ajudá-los a entenderem melhor as explicações. Ricardo Bastos, um dos organizadores do evento comentou: “Algo que eu percebi neste evento que está em alta, é a programação de computadores para crianças, para alunos que estão na educação básica, eles estão aprendendo a programar. Isto é um movimento que tem no planeta, muitos países de primeiro mundo têm feito isto e tem apresentado resultados fantásticos e o Brasil tem percebido isto. ”

INTERDISCIPLINARIDADE
Grande parte dos professores nas escolas que utilizam a informática como auxílio, são professores de alguma disciplina em particular. Eles acabam apresentando situações da sua sala de aula antes e depois de novas tecnologia. Afinal, é uma transição bastante evidente, hoje é possível perceber que há uma aceitação da tecnologia, por conta dos alunos, de forma unânime, mas que há uma relutância por parte dos docentes desta transição.

IMG_6234 IMG_6237 IMG_6246 IMG_6264 IMG_6270 IMG_6292 IMG_6297Victor Ferreira para SENID 2018

SENID 2018: ARTIGOS QUE INTERESSAM E INSTIGAM

Relatos de experiência que viram artigos científicos: esse é um caso muito recorrente nas apresentações de artigo no Senid 2018. Durante a primeira noite do evento, no dia 07/05, os artigos foram os protagonistas. Foram 22 trabalhos que falaram sobre temas relevantes em nossa sociedade, desde conceitos de linguagem fílmica até a inserção das novas tecnologias em nossa sociedade.

E não foram só acadêmicos de Passo Fundo que participaram: a professora Angela Araújo de Costa veio de Betinho, em Minas Gerais para apresentar o seu artigo. Com a temática “Transição da TV analógica para TV digital”, Angela quer sensibilizar a sociedade com a questão da inclusão social dos surdos: “Estamos em uma fase de avanços tecnológicos e a TV está na vida de todos, faz parte do nosso dia-a-dia. O objetivo de meu trabalho é mostrar se essa transição da TV analógica para digital está realmente contribuindo para a acessibilidade dos surdos”, conta a professora.

Os artigos foram majoritariamente trabalhados no sentido da inclusão, fazendo um alerta a população sobre os cuidados com os deficientes auditivos e visuais. Outros artigos também trabalharam perspectivas que fazem a soma da educação com a tecnologia. Apenas na primeira noite, o #Senid2018 mostrou que pode sim abranger diversos públicos e lidar com assuntos pertinentes para nossa sociedade atual.

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Angela Araújo de Costa

Para ficar por dentro dos próximos assuntos a serem discutidos no evento, fique ligado na programação do Senid 2018. Com certeza, uma destas atividades tem a ver com você: bit.ly/senidprog.

Gillian Krein para SENID 2018.

 

SENID TAMBÉM É CONEXÃO ENTRE ÁREAS

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Foto: Gabriela Nardi

Em meio a tantas oficinas, mesas redondas e worshops sobre o digital e o tecnológico, o Senid abriu espaço para oficinas que dialogam com outras áreas da educação, afinal, o tema desta quinta edição é “Cultura Digitais e a Educação”. Uma dessas oficinas aconteceu na Brinquedoteca, espaço cedido ao Senid durante o evento para a realização de oficinas e para espaço de jogos.

“Jogos cooperativos e não tecnológicos de criatividade – o professor e a criança interior”, que foi coordenada pela professora da Faculdade de Educação e coordenadora da Brinquedoteca, Rosana Farenzena, aconteceu na tarde de hoje (07/05) e se repete na quarta-feira (09/05).

Para a professora, a possibilidade da criação desta oficina, passa a “sensação de inclusão e conexão, porque a Universidade é o espaço ideal para isso”. Com a ajuda da estagiária, de bolsistas e também de aluno voluntário, a professora organizou diversos jogos cooperativos e, como ressaltado por ela, não competitivos, em que é preciso pensar de forma lógica e criativa. O objetivo é estimular a capacidade de lidar com a frustração.

Um dos participantes da oficina, o doutorando em Informática e Educação da UFRGS, Lucas Mizusaki, está participando pela primeira vez do Senid. Ao ser questionado sobre o interesse nesta oficina, Lucas comentou que a participação foi uma forma de buscar ensinar por vias alternativas. “Hoje em dia tudo é Lego e o material usado para fazer o que estamos fazendo aqui é incrível”. Durante a prática foram usados diversos materiais de madeira para criar esculturas e também papel para autorretrato.


Fotos: Gabriela Nardi

Gabriela Nardi para SENID 2018

368 HORAS DE MUITO CONHECIMENTO E DIVERSÃO

Iniciou hoje pela manhã o 5º Seminário Nacional de Inclusão digital, o SENID 2018.  O evento reúne uma programação bem diferenciada com mesas redondas, oficinas, workshops, apresentações de artigos, conferências, dentre muitas outras coisas. O coordenador do evento Adriano Teixeira explica que o evento, destinado a discutir as questões tecnológicas do mundo, iniciou em 2011 e este ano a temática abordada é a Cultura Digital na Educação.

 Ao todo conta com 35 organizadores e colaboradores empenhados para as quase 400 horas de atividades. “É um evento científico que tem um caráter um pouco diferente, ele é voltado a pesquisadores, mas também a professores”, ressalta o professor.

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Suziane Almeida Toffoli e Juliano, são representantes do Núcleo de Tecnologia Educacional – NTE do município de Gravataí, e comentam que sempre participaram do Senid.  Nesta edição estão desenvolvendo oficinas, bem como, relatos de experiência, para eles o Senid é um espaço de aprendizagem, atualização e possibilita apresentar o que cada NTE desenvolve, pois são 30 em todo o estado e cada um tem sua especialidade de acordo com a região.

Gilmar Griep, também é representante do NTE, mas do município de Rio Grande, e enfatiza que a convivência com a comunidade, a aprendizagem, a atualização do conhecimento tecnológico e dos aplicativos, faz com que o Senid seja um evento muito significativo.

Leila da Silveira, representa o NTE de Carazinho. Para ela o principal objetivo de sua participação é sanar a necessidade de adaptação das novas tecnologias por conta dos educadores. “É preciso uma aproximação maior destas novas tecnologias, pois os alunos estão cada vez mais inseridos e utilizam estes recursos sempre”.

Alcione da Silva Ethu é assessora em tecnologia educacional da Secretaria de Educação do Governo do Estado, além disto é ela quem coordena todos os Núcleos de Tecnologia Educacional. Alcione vê o Senid como uma oportunidade de atualização e uma chance de expor os trabalhos desenvolvidos por todos os núcleos, além disto é um ótimo lugar para estar a par das inovações tecnológicas da área de educação.

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Monalise Canalle para SENID 2018

MUNDO GEEK E EDUCAÇÃO

Já pensou em unir o mundo Geek e a sala de aula? O SENID deste ano tem o objetivo de fazer com que professores e alunos reflitam a possibilidade da inclusão da Cultura Digital em sala de aula. Na Brinquedoteca, localizada na Faculdade de Educação – FAED – Prédio D3, da Universidade de Passo Fundo, rolou diversas oficinas e workshops sobre o mundo geek e a cultura digital.

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Gabriele Lima, representante da Federação Galáctica Passo Fundo e da loja Radioativa, explica que a proposta trazidas pelo grupo é principalmente voltada aos professores, para que os mesmos entendam este universo, e o levem para dentro de sala de aula, afinal “hoje todo mundo vive este universo geek, de alguma forma”, destaca Gabriele.

“Hoje todo mundo vive este universo geek, de alguma forma”, destaca Gabriele.

“A nossa proposta consiste em distribuir frases de séries da Netflix aos professores; estas frases servirão para uma futura reflexão feita em sala de aula, unindo estes dois ambientes”, comenta.

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A professora e organizadora do evento Maria Augusta D’Arienzo, dá ênfase aos colaboradores do evento, mais voltados ao Workshop de Cultura Digital e Mundo Geek, são eles:  livraria A Toca, loja Radioativa, Federação Galáctica Passo Fundo e a galera do Anime Tchê.

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A professora destaca que atualmente há uma distância entre alunos e professores, pois os adolescentes estão muito envolvidos neste universo e os professores estão um tanto longe. “O objetivo aqui, é fazer com que todos sintam-se unidos, afinal é benéfico para a criatividade, para habilidades. Existem muitos métodos antigos e queremos e precisamos modernizá-los”.

Monalise Canalle para SENID 2018